No ano de 2004, o Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria da Educação implementou o processo de reorientação curricular com a Ampliação do Ensino Fundamental de 8 para 9 anos, norteado pelo ensino a partir de competências e habilidades, em acordo com os Pilares da Educação proposto pela Unesco.
A equipe da Superintendência de Educação Básica do Estado de Goiás- SUEBAS produziu estudos e discussões que iniciaram no ano de 2004, resultando na produção de cadernos intitulados Currículo em Debate, Reorientação Curricular 6° ao 9° ano. A proposta do processo do processo de Reorientação Curricular é de:
· redução das taxas de evasão e repetência nas escolas estaduais;
· implementação de uma proposta curricular com novos recortes, abordagens de conteúdos e práticas docentes que assumam as aprendizagens específicas de cada área;
· aprendizagens ligadas à leitura e produção de textos, como compromisso de todos;
· ampliação dos espaços de discussão coletiva nas escolas e na subsecretarias regionais da educação. (Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 5, 2009: 15)
A produção dos cadernos não se resume simplesmente na produção de mais materiais impressos para circular entre os docentes, mas sim, trata-se de um movimento diferente de outras iniciativas, já que os estudos e as discussões promovidas por professores (as) da equipe multidisciplinar formada de especialistas, mestres e doutores, da Superintendência que também estão e/ou estiveram na realidade de sala de aula em parceria com professores das universidades (Universidade Federal de Goiás, Universidade Católica de Goiás e Universidade Estadual de Goiás) e também sob a assessoria de professores (as) do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – CENPEC-. Para completar o a relação de diálogo, há o contato direto com professores da rede, gestores, alunos e pais; através do projeto colaborativo de produção de Oficinas Pedagógicas/ Formação Continuada em que todos compactuam do mesmo objetivo, melhorar os rumos do ensino púbico do estado de Goiás, garantindo o direito a educação de qualidade. Resultando, a produção de cadernos que proporcionam o diálogo e o trabalho colaborativo em que os professores (as) das unidades escolares da rede estadual não sejam apenas os leitores de teorias alheias, mas sim, tornem-se sujeitos que fazem parte do processo de construção da reflexão e da prática educativa.
Até o presente momento foram produzidos cinco cadernos estruturados em:
· Caderno 1: Direito à educação e Desafio da qualidade.
· Caderno 2: Um diálogo com a rede e Análise de dados e relatos.
· Caderno 3: Currículo e práticas culturais e As área do conhecimento.
· Caderno 4: Relatos de Práticas Pedagógicas.
· Caderno 5: Expectativas de aprendizagem- convite à reflexão e à ação
O Caderno 3 Currículo e práticas culturais e As área do conhecimento apresenta a concepção de cada área do conhecimento- Ciências, Arte, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática e Língua Estrangeira. A produção da concepção da área de conhecimento de Língua Estrangeira é justificada como:
O esforço pela superação dos desafios e a implementação de ações para o fortalecimento do ensino de línguas estrangeiras na rede pública de ensino justificam-se pela relevância dessa área do conhecimento para a superação de uma realidade tão excludente quanto à brasileira, da qual indivíduos das classes menos favorecidas é excluída social e culturalmente. Além de poder auxiliar o educando no processo de auto-afirmação e recuperação da auto- estima, a língua estrangeira é um veículo importante para a divulgação do conhecimento e propicia a oportunidade de engajamento e interação com outras civilizações e culturas. (Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 3, 2006: 92)
O objeto de estudo da área de Língua Estrangeira pressupõe ultrapassar o ensino essencialmente gramatical, e compreende desenvolver a linguagem como interação social de construção da significação do mundo. O objetivo de ensino de Língua Estrangeira na escola fundamental é embasada pela visão apresentada pelos Parâmetros Curriculares de Língua Estrangeira (1998) que parte da concepção Baktiniana de linguagem e do sociointeracionismo de Vigotsky. Assim, o aluno deverá participar da construção social do significado em interação com o professor (a) e com os outros alunos (as).
No Caderno 5 intitulado Expectativas de aprendizagem- convite à reflexão e à ação são apresentas as Matrizes Curriculares das oito áreas do conhecimentos- Ciências, Arte, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática e Língua Estrangeira-, de maneira a ressaltar a leitura, a produção de textos e a valorização da cultura local e infanto- juvenil em todas as áreas.
É interessante conhecer o que são as Matrizes Curriculares:
(...) constituem referências para o desenvolvimento de qualquer atividade educacional que tenha como foco a qualidade do ensino e a aprendizagem no Ensino Fundamental. Cabe ressaltar, no entanto, que estão sujeitas à adequações necessárias a cada realidade escolar e ao trabalho docente. Além disso, não podem ser consideradas definitivas, uma vez que constituem hipóteses as quais a prática pedagógica, em sala de aula, irá confirmar e/ ou transformar. (Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 5, 2009: 11)
Assim, o caderno 5 oferece um quadro em são apresentadas as Matrizes Curriculares de cada área do conhecimento, que promoverá reflexão teórica e prática adequada a realidade educativa e na concepção dos “profissionais que participam da elaboração e implementação das Matrizes Curriculares do Ensino Fundamental” (Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 5, 2009: 12) .
O processo de reflexão e produção das Matrizes Curriculares iniciou no segundo semestre de 2007, em que foram realizados encontros com professores (as) da rede estadual de ensino de diversas áreas do conhecimento. Através desses encontros, professores (as) de língua estrangeira debateram sobre o currículo e as disciplinas ofertadas na rede e colaborativamente contribuíram elaboração das Matrizes Curriculares do 6º, 7º, 8º e 9º ano.
Brandão, Silva e Melo (2009:219) ressaltam que as Matrizes são um referencial para o trabalho promovido nas escolas e que, portanto, outras escolhas ou expectativas de aprendizagem podem ser repensadas a partir das mencionadas. A estrutura das Matrizes Curriculares consiste em: Os Conteúdos como as sugestões de gêneros discursivos[1] que podem ser explorados em sala de aula. Os Eixos temáticos referem-se à compreensão e produção de diferentes gêneros discursivos em Língua Estrangeira. As Expectativas de Aprendizagem ilustram o que o professor (a) esperará quanto à compreensão, leitura, oralidade e produção escrita dos alunos em Língua Estrangeira.
Nota:
1. Brandão, Silva e Melo (2009:217) consideram que funções comunicativas mais relevantes do que as características estruturais da língua e, nesse sentido, os gêneros discursivos representam as manifestações comunicativas das práticas sociais diversas.
REFERÊNCIAS:
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 1. Direito à educação-Desafio da qualidade. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2005.
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 2. Um diálogo com a rede- Análise de dados e relatos. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2005.
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 3. Currículo e práticas culturais- As áreas do conhecimento. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2006.
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 4. Relatos de práticas pedagógicas. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2006.
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 5. Expectativas de aprendizagem- Convite à reflexão e à ação. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2009.
A equipe da Superintendência de Educação Básica do Estado de Goiás- SUEBAS produziu estudos e discussões que iniciaram no ano de 2004, resultando na produção de cadernos intitulados Currículo em Debate, Reorientação Curricular 6° ao 9° ano. A proposta do processo do processo de Reorientação Curricular é de:
· redução das taxas de evasão e repetência nas escolas estaduais;
· implementação de uma proposta curricular com novos recortes, abordagens de conteúdos e práticas docentes que assumam as aprendizagens específicas de cada área;
· aprendizagens ligadas à leitura e produção de textos, como compromisso de todos;
· ampliação dos espaços de discussão coletiva nas escolas e na subsecretarias regionais da educação. (Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 5, 2009: 15)
A produção dos cadernos não se resume simplesmente na produção de mais materiais impressos para circular entre os docentes, mas sim, trata-se de um movimento diferente de outras iniciativas, já que os estudos e as discussões promovidas por professores (as) da equipe multidisciplinar formada de especialistas, mestres e doutores, da Superintendência que também estão e/ou estiveram na realidade de sala de aula em parceria com professores das universidades (Universidade Federal de Goiás, Universidade Católica de Goiás e Universidade Estadual de Goiás) e também sob a assessoria de professores (as) do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – CENPEC-. Para completar o a relação de diálogo, há o contato direto com professores da rede, gestores, alunos e pais; através do projeto colaborativo de produção de Oficinas Pedagógicas/ Formação Continuada em que todos compactuam do mesmo objetivo, melhorar os rumos do ensino púbico do estado de Goiás, garantindo o direito a educação de qualidade. Resultando, a produção de cadernos que proporcionam o diálogo e o trabalho colaborativo em que os professores (as) das unidades escolares da rede estadual não sejam apenas os leitores de teorias alheias, mas sim, tornem-se sujeitos que fazem parte do processo de construção da reflexão e da prática educativa.
Até o presente momento foram produzidos cinco cadernos estruturados em:
· Caderno 1: Direito à educação e Desafio da qualidade.
· Caderno 2: Um diálogo com a rede e Análise de dados e relatos.
· Caderno 3: Currículo e práticas culturais e As área do conhecimento.
· Caderno 4: Relatos de Práticas Pedagógicas.
· Caderno 5: Expectativas de aprendizagem- convite à reflexão e à ação
O Caderno 3 Currículo e práticas culturais e As área do conhecimento apresenta a concepção de cada área do conhecimento- Ciências, Arte, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática e Língua Estrangeira. A produção da concepção da área de conhecimento de Língua Estrangeira é justificada como:
O esforço pela superação dos desafios e a implementação de ações para o fortalecimento do ensino de línguas estrangeiras na rede pública de ensino justificam-se pela relevância dessa área do conhecimento para a superação de uma realidade tão excludente quanto à brasileira, da qual indivíduos das classes menos favorecidas é excluída social e culturalmente. Além de poder auxiliar o educando no processo de auto-afirmação e recuperação da auto- estima, a língua estrangeira é um veículo importante para a divulgação do conhecimento e propicia a oportunidade de engajamento e interação com outras civilizações e culturas. (Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 3, 2006: 92)
O objeto de estudo da área de Língua Estrangeira pressupõe ultrapassar o ensino essencialmente gramatical, e compreende desenvolver a linguagem como interação social de construção da significação do mundo. O objetivo de ensino de Língua Estrangeira na escola fundamental é embasada pela visão apresentada pelos Parâmetros Curriculares de Língua Estrangeira (1998) que parte da concepção Baktiniana de linguagem e do sociointeracionismo de Vigotsky. Assim, o aluno deverá participar da construção social do significado em interação com o professor (a) e com os outros alunos (as).
No Caderno 5 intitulado Expectativas de aprendizagem- convite à reflexão e à ação são apresentas as Matrizes Curriculares das oito áreas do conhecimentos- Ciências, Arte, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática e Língua Estrangeira-, de maneira a ressaltar a leitura, a produção de textos e a valorização da cultura local e infanto- juvenil em todas as áreas.
É interessante conhecer o que são as Matrizes Curriculares:
(...) constituem referências para o desenvolvimento de qualquer atividade educacional que tenha como foco a qualidade do ensino e a aprendizagem no Ensino Fundamental. Cabe ressaltar, no entanto, que estão sujeitas à adequações necessárias a cada realidade escolar e ao trabalho docente. Além disso, não podem ser consideradas definitivas, uma vez que constituem hipóteses as quais a prática pedagógica, em sala de aula, irá confirmar e/ ou transformar. (Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 5, 2009: 11)
Assim, o caderno 5 oferece um quadro em são apresentadas as Matrizes Curriculares de cada área do conhecimento, que promoverá reflexão teórica e prática adequada a realidade educativa e na concepção dos “profissionais que participam da elaboração e implementação das Matrizes Curriculares do Ensino Fundamental” (Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 5, 2009: 12) .
O processo de reflexão e produção das Matrizes Curriculares iniciou no segundo semestre de 2007, em que foram realizados encontros com professores (as) da rede estadual de ensino de diversas áreas do conhecimento. Através desses encontros, professores (as) de língua estrangeira debateram sobre o currículo e as disciplinas ofertadas na rede e colaborativamente contribuíram elaboração das Matrizes Curriculares do 6º, 7º, 8º e 9º ano.
Brandão, Silva e Melo (2009:219) ressaltam que as Matrizes são um referencial para o trabalho promovido nas escolas e que, portanto, outras escolhas ou expectativas de aprendizagem podem ser repensadas a partir das mencionadas. A estrutura das Matrizes Curriculares consiste em: Os Conteúdos como as sugestões de gêneros discursivos[1] que podem ser explorados em sala de aula. Os Eixos temáticos referem-se à compreensão e produção de diferentes gêneros discursivos em Língua Estrangeira. As Expectativas de Aprendizagem ilustram o que o professor (a) esperará quanto à compreensão, leitura, oralidade e produção escrita dos alunos em Língua Estrangeira.
Nota:
1. Brandão, Silva e Melo (2009:217) consideram que funções comunicativas mais relevantes do que as características estruturais da língua e, nesse sentido, os gêneros discursivos representam as manifestações comunicativas das práticas sociais diversas.
REFERÊNCIAS:
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 1. Direito à educação-Desafio da qualidade. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2005.
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 2. Um diálogo com a rede- Análise de dados e relatos. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2005.
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 3. Currículo e práticas culturais- As áreas do conhecimento. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2006.
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 4. Relatos de práticas pedagógicas. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2006.
GOIÁS. Secretaria de Estado de Educação. Reorientação Curricular do 6°. ao 9°. ano. Currículo em debate. Caderno 5. Expectativas de aprendizagem- Convite à reflexão e à ação. Goiânia: Secretaria de Estado da Educação, 2009.
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